quarta-feira, 21 de maio de 2014

Uma parte de mim será sempre suja.

Mas gosto disso, como todas as minhas outras partes. 
Eu posso me perdoar por isso.


E você? Pode se perdoar, FUCKER?

Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente. 
Desculpa.
Tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços, guarda-me apenas uma fresta. Logo eu, que sempre fui livre.
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir pra te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade de me inventar de novo.
Desculpa se te olho muito profundamente, rente à pele, a ponto de ver seus ancestrais nos seus traços. A ponto de ver a estrada muito antes dos seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!.
Eu não vou renunciar a mim.
Nenhuma parte, nenhum pedaço.
Do meu ser... Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva.

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