segunda-feira, 26 de setembro de 2011

às vezes nem me preocupo tanto comigo...

mas há pessoas que amo e não quero vê-las sofrer.



Eu não falo porque quero salvar alguém. Eu falo porque gosto.
E eu não falo pelos outros, só falo por mim. Ninguém vai me dizer o que sentir.
Quem sou eu para salvar alguém? Eu tenho é que me salvar...
Renato Russo

"Quero voar pra bem longe, mas hoje não dá..."

Sabe como vivo a maior parte dos meus dias?
Como se uma bomba fosse explodir. Acho que sou assim mesmo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

here comes the sun...

turururu! and i say it's all right...

the smiles RETURNING to the faces...

Quando eu te vi pela primeira vez estava em uma fase péssima da minha vida. Viajei com meus pais pra Fortaleza por precauções quase médicas e, acredite, a única coisa que me empolgava em entrar naquele avião da Azul era a possibilidade de ver você quando eu desembarcasse dele. É claro que eu tinha certeza que não te encontraria no saguão, meu voo era noturno, tinha toda a história do horário de verão... O negócio é que eu sabia que a partir do momento que colocasse os meus pés em solo cearense eu estaria infinitamente mais perto de você. O que eu senti quando te vi de costas na livraria? Nem eu saberia te dizer. Eu não cabia em mim. Te reconheci pelo cabelo (que eu nunca tinha visto, na realidade) e falei pro meu pai: eu tenho certeza que é ela. Sei lá... Alguma coisa me levou até você aquele dia e eu sorri como não sorria há um bom tempo. Dormi muito bem quando cheguei em casa, porque sabia que nos encontraríamos mais. Dou muita risada lembrando das nossas conversas, de eu mandando você calar a boca e você dizer 'não!', de como foi divertida a nossa última noite no Dragão do Mar, essas coisinhas assim, da gente procurando figuras pra fazer a camiseta da Laís, do dia que você foi na casa do meu irmão e a gente ficou na piscina com o Arthur gritando 'CAMILA, CAMILA, CADÊ A SUA IRMÃ?' quando ele não te via perto de mim. Nós somos muito parecidas, Pri, mesmo com toda a nossa diferença. Eu queria te dizer muitas coisas, sobre como sinto nossa amizade, como contro certas coisas só pra você, como sinto sua falta (inclusive das brigas), mas se eu disser que te amo... sei que entenderá todas esses outros sentimentos implícitos. E é isso. Eu te amo MUITO, desde 2008 você tem sido um pedacinho do céu para mim e, no que couber a mim, você nunca estará sozinha. Porque a distância não separabólica...




Little darling, it feels like years since it's been here...
Priscilla Duarte, você é a irmã mais velha que eu não tive.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

forget about what i said,

the lights are gone and the party's over.


Amanheci em cólera. Não, não. O mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa que eles precisam. Mentir da remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece...
Clarice Lispector

Minto quando digo que não me importo com certas pessoas.
Algumas delas são tão insignificantes... Mas eu tenho nojo de hipocrisia.
Não adianta.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

todas as pessoas grandes...

foram um dia crianças - mas poucas se lembram disso.

as rosas são tão contraditórias!
mas eu era jovem demais para saber amá-la...

-Quando olhares para o céu à noite, eu estarei habitando uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir!
E ele riu mais uma vez.
-E quando estiveres consolado (a gente sempre se consola), tu ficarás contente por teres me conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás a tua janela pelo simples prazer... E teus amigos ficarão espantados de ver-te rindo olhando o céu. Tu explicarás então: 'Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!' E eles te julgarão louco. Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
-Será como se eu lhe houvesse dado, em vez de estrelas, montes de pequenos guizos que sabem rir...
Eu  continuei calado.
-Será lindo, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão como poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...
Antoine de Saint-Exupéry 



'E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar... Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá, o fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar! Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia em fim...
Descolorirá!
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo...


Você pode até achar que é coisa de criança.
Mas é coisa de 'gente grande' também, 
'Pois todo homem traz dentro de si o menino que foi'.

Olhá lá os cachinhos amarelos dela...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

não sei se quero descansar...

por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir.

na falta de algo melhor, nunca me faltou coragem.
se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual...

Ultimamente tenho sentido muita saudade. 
Saudade de casa, saudade dos gritos, do carro apertado. Saudade dos amigos que moram longe que não vejo quando quero, saudade de gente que nunca vi, saudade da despreocupação, saudade de comer um doce que não existe aqui. Saudade de andar sob um sol escaldante, saudade de deitar na rede e ficar olhando a chuva. Saudade de não fazer nada. Saudade de fazer tudo. Saudade de sair sem ter hora pra chegar, de sentar de madrugada na calçada da avenida principal e ficar olhando pro céu junto com uma amiga. Sinto saudade da emoção que é abraçar alguém pela primeira vez. Saudade da época de escola... Da fila do lanche. Saudade do tempo que passou. Saudade do que eu planejei e o vento levou embora. Saudade de colocar a sapatilha de ponta e sentir aquele prazer doloroso durante duas horas. Saudade de beber uma cerveja na praça... Saudade de pegar um bebê no colo. Saudade da minha vó. Saudade da menina que eu já fui. Saudade dos cachinhos. Saudade de regras claras. Saudade de pegar o metrô lotado... porque me encontro no meio da multidão. Saudade da massagem do meu pai, do canto da minha mãe. Saudade de fingir. Saudade de acordar tarde. Saudade de desembarcar do avião com o coração na mão, esperando encontrar alguém. Saudade de um filme. Saudade de cheiros. Saudade de mim mesma, porque o tempo não tá me perdoando... 
Estou me segurando em tudo que acho seguro.


'Não quero ter o que eu não tenho, eu não tenho medo de errar...'
É como se eu estivesse surfando karmas e dna.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

o amor acontece!


porque você se não tivesse me encontrado, 
eu teria que encontrar você... eu teria que encontrar você.

Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho – esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?
Eu suspeito que não.
Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói. 
Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa – na escola, no esporte, no escritório – levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo? 
Minha experiência sugere o contrário.
Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas. 
Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.
Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimentos? 
Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer?  Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?
Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir? 
Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios. 
Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio? 
Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada...
 Ivan Martins



Amo 'porque sim'. Valorizo 'porque amo'.
Acredite!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

paz, peace, frieden, rauha, la paix, pace...

não importa a língua, paz não significa estar em um lugar onde não há barulho, problemas ou trabalho duro. significa estar no meio de todas essas coisas e ter um coração calmo...



Quando você fecha seus olhos e pensa na paz...
O que você vê?

Eu fico um pouco assustada com a capacidade que algumas pessoas tem de colocar outras para baixo. Como sentem prazer em menosprezar, sem saber que isso não o faz melhor do que ninguém. Estamos todos aqui em busca de aprendizado, de evolução. Quando vejo uma demonstração tão absurda de inveja, eu penso 'Por que, meu Deus? Por que essas pessoas não conseguem ser felizes com aquilo que tem?'. Chamar alguém de gordo não te emagrece, ignorar alguém não te faz popular, chamar alguém de burro não te faz inteligente, chamar alguém de feio não te faz mais belo. Felizes os que conseguem estar acima disso... Que vivem em paz com o seu coração, no meio de tanta barbaridade. 

Não é que o mundo seja só ruim e triste. 
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais.
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito.
Só os poetas o fazem.
Rita Apoena



she loves you, 
yeah yeah yeah 

Se alguém pensa que o amor e a paz são clichês que deveriam ter sido deixados para trás na década de sessenta, o problema é dele. Amor e paz são eternos
John Lennon

Eu concordo. 
E você?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

veja quanta vida ainda existe!

ainda dentro das prisões da nossa hipocrisia, ainda no fundo do hospital, nessa nova doença, existe uma força que te guarda, que reconhecerá, é a força mais teimosa que existe em nós, que sonha e não se estrega...

e ainda que a esperança não seja suficiente,
não a abandone, não me deixe sem você...

Não desistir. Acreditar. Confiar. 
Às vezes é tão difícil. 
Mas ainda sinto beleza em tudo... E não estou sozinha.

É a vontade mais frágil e infinita, a nossa dignidade, meu amor...
É a força da vida!