| the smiles RETURNING to the faces... |
Quando eu te vi pela primeira vez estava em uma fase péssima da minha vida. Viajei com meus pais pra Fortaleza por precauções quase médicas e, acredite, a única coisa que me empolgava em entrar naquele avião da Azul era a possibilidade de ver você quando eu desembarcasse dele. É claro que eu tinha certeza que não te encontraria no saguão, meu voo era noturno, tinha toda a história do horário de verão... O negócio é que eu sabia que a partir do momento que colocasse os meus pés em solo cearense eu estaria infinitamente mais perto de você. O que eu senti quando te vi de costas na livraria? Nem eu saberia te dizer. Eu não cabia em mim. Te reconheci pelo cabelo (que eu nunca tinha visto, na realidade) e falei pro meu pai: eu tenho certeza que é ela. Sei lá... Alguma coisa me levou até você aquele dia e eu sorri como não sorria há um bom tempo. Dormi muito bem quando cheguei em casa, porque sabia que nos encontraríamos mais. Dou muita risada lembrando das nossas conversas, de eu mandando você calar a boca e você dizer 'não!', de como foi divertida a nossa última noite no Dragão do Mar, essas coisinhas assim, da gente procurando figuras pra fazer a camiseta da Laís, do dia que você foi na casa do meu irmão e a gente ficou na piscina com o Arthur gritando 'CAMILA, CAMILA, CADÊ A SUA IRMÃ?' quando ele não te via perto de mim. Nós somos muito parecidas, Pri, mesmo com toda a nossa diferença. Eu queria te dizer muitas coisas, sobre como sinto nossa amizade, como contro certas coisas só pra você, como sinto sua falta (inclusive das brigas), mas se eu disser que te amo... sei que entenderá todas esses outros sentimentos implícitos. E é isso. Eu te amo MUITO, desde 2008 você tem sido um pedacinho do céu para mim e, no que couber a mim, você nunca estará sozinha. Porque a distância não separabólica...
Little darling, it feels like years since it's been here...
Priscilla Duarte, você é a irmã mais velha que eu não tive.
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