embarcam nos trens, mas já não sabem o que procuram. então eles se agitam, sem saber para onde ir. e isso não leva a nada...
- Tenho sede dessa agua - disse o principezinho - Dá-me de beber...
E eu compreendi o que ele tinha buscado!
Levantei o balde até sua boca. Ele bebeu, de olhos fechados. Era doce como uma festa. Aquela água era muito mais que alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço do meu braço. Era boa para o coração, como um presente. Quando era pequeno, as luzes da árvore de natal, a música da missa da meia-noite e a doçura dos sorrisos se refletiam nos presentes que eu ganhava.
- Os homens do teu planeta - disse o Pequeno Príncipe - cultivam cinco mil rosas um mesmo jardim... e não encontram o que procuram...
- É verdade - respondi.
- E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num pouco de água...
- É verdade.
E o principezinho acrescentou:
- Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração...
Eu tinha bebido. Respirava normalmente. Ao amanhecer a areia é cor de mel. E a cor de mel também me fazia feliz. Por que, então, eu estava tão triste?
Antoine de Saint-Exupèry
Eu ainda estou me perguntando.
Por quê?
lindooo mee..essa parte é lindo.
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