terça-feira, 22 de março de 2011

segure-me agora...

Eu estou a seis passos de um precipício e eu estou pensando.
Talvez seis passos... não sejam tão profundos. 


- Não devia tê-la escutado - confessou-me um dia - Não se deve nunca escutar as flores. Basta olhá-las, aspirar seu perfume. A minha embalsamava o planeta, mas eu não me contentava com isso. A tal história das garras, que tanto me deixara irritado, devia ter-me enternecido...

Confessou-me ainda:

- Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos e não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava.... Não devia jamais tê-la abandonado. Devia ter-lhe adivinhado a ternura por trás de suas tolas mentiras. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amá-la.

O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupèry



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